sexta-feira, 6 de abril de 2012

Agir pela calada

Aprovar no Conselho de Ministros, de 29 de março de 2012, uma lei que suspende as regras do regime de flexibilização que regulam a antecipação da idade de acesso às reformas e pensões revela, mais uma vez, a forma como o governo age.
Pela calada, pensando que nesta época os Portugueses poderão estar menos atentos, são tomadas medidas, que a eles dizem respeito, mas  a  insensatez dos governantes  impele-os a esconder o que fazem e a menosprezá-los.
A informação vem a público, apenas, no dia da publicação do Decreto-Lei n.º 85-A/2012 no Diário da República de 05 de abril de 2012 com o aval do Presidente da República, conivente com o ato.
É difícil encontrar palavras que descrevam os sentimentos que estes procedimentos provocam.
  




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Lapso de Vítor Gaspar!



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Uns mentem, outros têm lapsos, o mesmo será dizer que a falta de respeito e de consideração são o traço de união de ambos.
"Deixem-me esclarecer muito vagarosamente", disse o ministro das finanças, Vítor Gaspar, como se os Portugueses fossem estúpidos e desatentos.
O ano de 2015 é o ano a seguir a 2014, outra afirmação sua, feita de forma leviana que não abona quem a produz.
Falam em rigor e exigência, na vontade de quererem construir um país mais feliz. Como?
Que credibilidade merecem estes senhores?
É chocante o conteúdo e a forma do que é dito.
Grassa a insensibilidade e a insensatez.  

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Passeando no Chiado


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Deixando um pouco de lado a política e os políticos.
Nas férias da Páscoa, há uns tempos a esta parte, gosto de ir à Baixa nesta época e andar pelo Chiado.
O ambiente parece diferente, ruas cheias de pessoas, lojas inundadas de cor e movimento. Ouvem-se línguas estrangeiras, sobretudo, a espanhola.
Gosto também de entrar na igreja dos Mártires, sentar-me um pouco e pensar.
Hoje é quarta-feira santa, o dia em que se visitam as igrejas.
Ontem ouvi na televisão que o investigador inglês Colin Humphreys, da Universidade de Cambridge, chegou à conclusão que Cristo teve a última ceia com os apóstolos numa quarta-feira, dia 1 de abril do ano 33, contrariando a tradição cristã que a coloca numa quinta-feira. 
A justificação prende-se com a utilização de calendários diferentes.

Como se mente tanto em tão pouco tempo

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Como se consegue mentir tanto em tão pouco tempo.
Não encontro um adjetivo que qualifique as afirmações de Passos Coelho. O que diz  tem uma validade de curto prazo. Não é preciso passar muito tempo e o que foi dito transforma-se numa grande mentira. Se não fosse primeiro-ministro, o chorrilho de mentiras proferidas só o prejudicariam a ele, o pior é que dadas as circunstâncias, o que diz tem um impacto na vida dos Portugueses.
Hoje, mais uma novidade foi apresentada numa entrevista dada à Rádio Renascença, onde ficámos a saber que o 13.º e o 14.º meses serão repostos, mas de uma forma faseada, a partir de 2015, ano de eleições. Não sabe o ritmo nem a velocidade, não tem uma bola de cristal.
Por outro lado, o ministro das finanças reiterou que o corte só iria durar durante o programa de assistência financeira a Portugal. Quem fala verdade?
Passos Coelho disse também que gostaria de ajudar mais as classes médias. É preciso não ter vergonha. É sabido, que as políticas levadas a cabo por este governo têm feito com que os mais pobres dependam da caridade refletida nas medidas de natureza assistencialista, que deverão merecer a sua gratidão. As classes médias caminham a passos largos para uma vida mais pobre, em que a miséria espreita, mas os mais favorecidos continuam a ver o seu estatuto reforçado.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Corte definitivo do 13.º e 14.º meses?


Peter Weiss

O Sr. Peter Weiss, diretor-geral dos Assuntos Económicos e Monetários da Comissão Europeia e membro da missão de ajuda externa para Portugal, disse em Bruxelas que se teria de ver se os cortes do 13.º e 14.º meses, aplicados aos funcionários públicos portugueses, não deveriam ser permanentes.
Considero uma afronta que alguém, alheio à política interna do nosso país, ouse dizer o que disse.
Sabemos que a nossa soberania está bastante reduzida, mas como Estado-membro da União Europeia (UE) merecemos mais respeito.
Do memorando da troika não constam estes cortes, mas o governo decidiu aplicá-los criando uma grande desigualdade entre as pessoas.
Não teve o cuidado de ser equitativo, o que está a provocar situações de injustiça tremendas.
Foi-nos dito que se tratava de uma medida transitória, quer por Passos Coelho, quer por Vítor Gaspar, só nos faltava que já se estivesse a abrir o caminho para a transformar em definitiva.
Quando dizem que em vários países da UE existem, apenas, doze vencimentos e não catorze, há que ter em conta o valor das remunerações que são auferidas. 
É bom que não nos tomem por parvos.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Salários penhorados


Foi com tristeza, apreensão e indignação que ouvi, ontem, a notícia sobre os salários penhorados a cerca de 50 mil funcionários públicos.
Julgo que ninguém pode ficar indiferente.
Não será por acaso que muitos funcionários públicos têm necessidade de contraírem dívidas, que vão juntar a empréstimos contraídos anteriormente, o que se traduz num processo cumulativo que leva a situações de incumprimento.
Os funcionários públicos trabalham para o Estado, ou seja para o bem público e, contrariamente ao que é dito por alguns, são pessoas competentes e dedicadas. Muitos auferem um vencimento que fica aquém do justo valor, tendo em conta os serviços que prestam.
Outros receberão muito acima do que merecem, mas estes correspondem aos grupos privilegiados, dos quais destaco alguns políticos e gestores públicos, que despudoradamente, acumulam o vencimento com reformas e subvenções.
É aflitivo e revoltante as pessoas verem os rendimentos provenientes do trabalho, substancialmente reduzidos, ou melhor dizendo, roubados, o que as impossibilita de viverem com dignidade e pode conduzir ao desespero.
Não me venham dizer que se trata de pessoas que gastaram acima das suas posses e que têm que moderar o seu consumo.
Como funcionária pública, sei o que dói a injustiça resultante dos cortes salariais perpetrados pelo atual governo.
Amanhã, muitos mais poderão estar com o mesmo problema, o que é preocupante,  porque no horizonte não se vislumbra  uma solução. 


O Grito -  Edward Munch
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domingo, 1 de abril de 2012

1 de abril, dia das mentiras


Reza a história que este dia remonta ao século XV, em que o rei de França, Carlos IX, adotou o calendário gregoriano e estipulou que o ano novo começava no dia 1 de Janeiro. Anteriormente, a celebração do ano novo começava a 25 de Março e prolongava-se até ao dia 1 de Abril.
Vulgarmente, associa-se a mentira à figura de Pinóquio, personagem criada, no século XIX, pelo florentino Carlo Collodi.
Vários são os sinónimos da palavra mentira, engano, peta, falsidade, erro, falha, embuste, patranha ou ilusão.
Todos nós, de uma forma ou de outra, “pregámos as nossas mentirinhas”…
Há mentiras inofensivas, que servem para criar uma ilusão ou evitar o sofrimento. Outras há que são graves, que magoam, que enganam e revelam desonestidade.
Há também a mentira obsessiva-compulsiva, de cariz patológico em que a consciência e a vontade podem estar presentes.
Ao falar de mentira, de imediato, me vem à memória a imagem de muitos políticos para quem a mentira é uma aliada de peso.
A mentira pode ser muito bem construída, mas a verdade vem sempre ao de cima.



                                                     Falsidade
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