terça-feira, 9 de outubro de 2012

                                                                Tatyana Markovetsv                        
                               

sábado, 6 de outubro de 2012

Classe política sem prestígio





                              

O nosso querido e belo Portugal tem uma classe política sem espírito de missão que age sem rigor e transparência e continua a deixar-se tentar pelo nepotismo, confundido o serviço público com os interesses privados.
Vítor Gaspar anunciou, no seu estilo habitual, um aumento enorme de impostos. Apesar de ter frisado a repartição entre o rendimento do trabalho e o rendimento do capital, não explicou como, acontecendo o mesmo em relação à despesa pública.
Passado pouco tempo afirmou que o povo português revelou-se o melhor do mundo. Não deixa de ser insólito e causa-me alguma perplexidade. Temos sido maltratados e não tem havido a preocupação de nos darem a conhecer a realidade do país. Tiram-nos os salários, alteram as regras, retiram-nos direitos e falam connosco como se fossemos analfabetos ou estúpidos.
Olhemos para as duas figuras principais do Estado, o Presidente da República e a Presidente da Assembleia da República, cargos exercidos por dois aposentados, que perante a emergência em que o país se encontra, optaram por receber o valor das suas reformas, ao invés dos salários correspondentes às respectivas funções, cujo valor é mais baixo.
Estranho? Não. Se analisarmos bem, uma grande parte da legislação produzida visa servir os interesses dos que detêm o poder e respectivas clientelas, ao contrário do que deveria acontecer, ou seja, ao serviço daqueles que representam, em que a justiça,   a equidade e o rigor tinham que estar presentes.
Ao olharmos para os membros do governo somos confrontados com algo de "sui generis". Um conjunto de jovens, saídos recentemente das faculdades, exercem cargos de especialistas e de assessores. Não está em questão, que jovens com determinadas qualificações possam aceder ao desempenho de determinados cargos, mas para tal é imprescindível conhecimento e experiência, mas o que podemos constatar é que a grande maioria provém das juventudes partidárias, o que é condenável e preocupante. Que critérios foram levados em linha de conta? As competências, o mérito, ou o compadrio? É triste mas esta realidade é transversal  a todos os partidos. A promiscuidade entre os partidos e as nomeações é visível.
Presentemente vemos Portugal  a ser governado por pessoas, cujo conhecimento e experiência nos levantam sérias dúvidas. O discurso vigente contraria o proferido no passado. Fica a sensação que algo nos escapa e parece não haver ninguém que chame à razão aqueles que insistem em lidar com os Portugueses como se não fossem pessoas.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Comemorações do 5 de Outubro




5 de Outubro, comemoração da implantação da República. Tudo parece estranho e diferente. O local das comemorações, Pátio da Galé, ao contrário da tradição, o hastear da bandeira envolto de algo bizarro, dando  a entender que o estado do país e o sentimento dos Portugueses está eivado de perplexidade. O discurso do presidente da república não correspondeu, mais uma vez, às expectativas de alguns Portugueses. Digo alguns, na medida em que a mim, e provavelmente não estarei só nesta análise, já  não me causa espanto. Faltou-lhe alma e coragem não contribuindo para que alguma réstia de esperança animasse as pessoas que se vêem confrontadas com dias difíceis, não vislumbrando uma solução para os seus problemas e angústias, estampados nos gestos de uma senhora que teve a coragem de manifestar o desespero, a indignação e a revolta, tornando público o seu baixíssimo rendimento.
Fica um amargo de boca e a sensação que alguns têm vergonha de assinalar datas que marcam a nossa história.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Dia 4 de Outubro, dia de anos da mamã, Quinta-feira



Mãe e filha - Frederic Leighton
Dia 4 de Outubro, dia do aniversário da mamã, a quem sempre ouvimos dizer que todas as idades têm a sua beleza. Neste dia era habitual estarmos juntos ao jantar para confraternizarmos e cantarmos os parabéns, a que se seguia um brinde que a mamã tanto apreciava. A sua alegria estava expressa no olhar com que nos envolvia e  a a sua felicidade era visível. 
Sempre optimista e com vontade de seguir em frente, duas expressões marcavam a sua personalidade: "quem tem boca vai a Roma"; "entre mortos e feridos alguém há-de escapar".
A mamã, quando éramos mais pequeninos, recordava com grande amor e ternura as prendas que o papá lhe tinha dado. Destacava-se uma, enviada de Lisboa, pelo correio, uma escrava de ouro que há tempos era desejada. Grande foi a surpresa, maior o contentamento e, por certo, asas à imaginação foram dadas.
Anos mais tarde, o papá, dias antes, dava-nos conta da sua preocupação que estava directamente relacionada com o presente que queria dar "à vossa mãe". 
Será que ela vai gostar? Será que lhe faz falta? 
Não restam dúvidas que se trata de uma família muito unida e especial, em que duas pessoas nos marcaram muito e a quem tudo devemos.