sábado, 28 de setembro de 2013

SONHO




É bom sentir que gostam de nós
Sabe tão bem...
Crescemos e rejuvenescemos
Damos asas à imaginação
Voamos e pousamos quando, e onde queremos
Olhamos com outro olhar
Sonhamos, saboreamos
Sabe tão bem…
Conquistamos, mas damos espaço
Vivemos, sentimos e pensamos
Somos felizes.







Um pouco mais de azul 
Eu era mar
Um pouco mais de brilho 
Eu era a Lua
Reflectida num mar imenso de ternura
Um puco mais de verde 
Eu era a esperança
Que envolvia o teu desejo.





sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Democracia Representativa





Vivemos numa democracia representativa e pluralista.
Dificilmente, será possível organizar a sociedade de outra forma, se queremos preservar a igualdade, a liberdade e a justiça, valores vitais para a sobrevivência do sistema. No entanto, percebemos e sentimos que, ao contrário do que seria expectável, a partidocracia instalou-se, acomodou-se e age ao arrepio destes valores. Ao olharmos para o panorama verificamos que estamos na presença daquilo a que, vulgarmente, alguns apelidam de um novo paradigma, mas que na maioria dos casos se traduz num modelo que pactua e premeia a incompetência e a inexperiência, que caracteriza aqueles, que rápida e facilmente chegam ao poder e desempenham cargos, que exigem grande conhecimento e responsabilidade.
O espectro político é diversificado e multifacetado. Da direita à esquerda, passando pelo centro, salvos raríssimas excepções, deparamo-nos com o a mediocridade, a hipocrisia e o clientelismo, em que os aparelhos partidários são dominados por “boys e girls” (estas em número, por enquanto, muito reduzido), cujo trabalho efetivo está ligado, por excelência, à vida partidária. A falta do conhecimento da realidade é notória, no entanto, atitudes mitigadas de arrogância e prepotência, são assumidas com veemência, como se fossem detentores da verdade.
Fazemos tudo para conquistar a democracia.
É fácil concluir que o novo paradigma apontado por alguns não satisfaz nem serve a democracia que queremos ver enraizada e aprofundada.
Na prática, muitos continuam a ignorar as regras: pressionam, manipulam, tentam influenciar e atraiçoam a sua consciência.
Fica a satisfação que nem todos se deixam enredar na teia de interesses e conseguem, por vontade própria, agir de forma coerente.
Não basta falar em democracia, é preciso praticá-la.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Espero que o TC não nos impeça de fazer tudo





"Temos enfrentado muitas dificuldades para baixar esta despesa [do Estado]. Mas quero garantir-vos que saberemos superar essas dificuldades. Não iremos pôr o País em risco por causa dessas dificuldades. Se as melhores soluções não puderem ser encontradas, encontraremos outras soluções que podem não ser tão melhores, mas que resolvam os problemas", disse hoje o primeiro-ministro na intervenção oficial na inauguração do Centro de Memória Forte S. João de Deus, em Bragança.


Como adjectivar as palavras proferidas por Sua Excelência, Passos Coelho, primeiro-ministro de Portugal? Cautelosas, ameaçadoras, ou apenas comoventes?
Repare-se no conteúdo. Por um lado, parece haver a percepção das dificuldades a enfrentar, mas por outo lado, a convicção de que se as melhores soluções não puderem ser adoptadas, outras, que poderão "não ser tão melhores", correrão o risco de se transfomarem na via a seguir.
Gosto, particularmente, da expressão, "não ser tão melhores", mas tenho alguma dificuldade em entender o que poderá estar em causa. A construção frásica é estranha.
Uma "ameaça" velada parece estar implícita, ou estarei enganada?
A reforma do Estado impõe-se, mas terá que corresponder a uma reestruturação efectiva do Estado, organizando-o de forma eficaz e eficiente. 
A redução das despesas do Estado tem que ser feita, não à custa dos que vêem o seu rendimento disponível descer de forma drástica, não sacrificando e maltratando os que trabalharam e descontaram e auferem reformas, cujo valor, nem sempre permite viver com dignidade, mas através da coragem que permitirá, por certo, ir à raiz do problema. 


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A justa causa de despedimento não está em causa






Interrogado se o novo regime de requalificação dos funcionários públicos pode ser considerado um "regime pouco justo", Santana Lopes admitiu que pode não ser "inteiramente justo".

Santana Lopes ao responder desta forma tem consciência plena que o regime de requalificação não é justo, as circunstâncias, porém, levam-no a dar esta resposta.
No fundo, sabe que o Estado continua a arcar com despesas para as quais não há justificação e, muito menos, compreensão. 
A maioria dos deputados, a que se junta o beneplácito do Presidente da República, não representa de forma digna os cidadãos e não está disposta a abdicar dos privilégios, por ela criados, que se traduzem na manutenção de situações que escandalizam os Portugueses de bem, e demonstram claramente a falta de justiça e de equidade.
Era importante que Santana Lopes falasse nos cortes das pensões "douradas", no fim das reformas obtidas com pouco tempo de trabalho, nas subvenções, no peso financeiro das autarquias, etc, etc...
O Estado precisa de pessoas que reconheçam os erros e tenham uma visão oposta àquela que tem marcado a governação, em que o espírito de missão seja a tónica.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013


Há sempre uma última vez.
Não sabemos, nem nos apercebemos.
Existe, faz parte da nossa vida.
Entristece-nos, magoa-nos e faz-nos chorar.
Em nós fica a saudade do que foi vivido e sentido.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Discurso do Presidente da República




O discurso do Presidente da  República surpreendeu-me. Esperava que a sua intervenção se traduzisse na aceitação das soluções "engendradas" pelas duas personalidades que estiveram no centro da grave crise política que marcou a agenda nas últimas semanas. 
Gostaria que o Presidente, há muito mais tempo, tivesse intervindo, mas de uma outra forma, em que as propostas apresentadas tivessem em consideração a real situação do País e dos Portugueses.
“O País necessita urgentemente de um acordo de médio prazo entre os partidos que subscreveram o Memorando da de Entendimento com a União Europeia e com o Fundo Monetário Internacional, PSD, PS e CDS,” ideia que se destaca no discurso do Presidente da República.
A ideia de um compromisso de salvação nacional suscitou-me perplexidade. A gravidade da situação exige um entendimento forte, todos o sabemos, mas num sistema democrático, todas as forças políticas têm que ser integradas, sobretudo quando se apresenta como solução do problema, eleições antecipadas, embora, não propostas no tempo imediato. Do ponto de vista ético e jurídico-constitucional, tenho sérias dúvidas sobre a legitimidade de uma proposta desta natureza, aliás, atrevo-me a pôr em causa o respeito  pela separação dos poderes.
Cavaco Silva sublinhou que o Governo se encontra na plenitude das suas funções, mas a partir do momento em que eleições antecipadas estão em cima da mesa (Junho de 2014), estamos perante um governo a prazo que assume um carácter, essencialmente, de gestão, o que confere ao discurso incoerência.