domingo, 29 de abril de 2012

Domingo, deixar o tempo correr

Tarde de domingo - Seurat
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Levantar tarde, tomar um pequeno-almoço reforçado, ler ou ouvir as notícias, a música como pano de fundo e eis o domingo, dia propício ao descanso acompanhado de alguma preguiça. Sabe bem não ter um horário rigoroso, deixar, por assim dizer, correr o tempo sem grandes preocupações, fazer o que nos apraz.



sábado, 28 de abril de 2012

Mais medidas de exceção

Estamos, de uma forma continuada, a ser confrontados com "medidas de exceção" a que este governo não se exime de recorrer. No último Conselho de Ministros ficou decidido que mais organizações do Estado irão beneficiar de regras que as colocarão  numa situação de privilégio, a saber o Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu, o Instituto Financeiro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e Pescas, o Instituto do Emprego e Formação Profissional e o Turismo de Portugal.
Os Institutos abrangidos por estas "medidas de exceção" vão pagar aos respetivos administradores mais, contrariando o que estava previsto inicialmente.
A legislação, recentemente aprovada sobre as remunerações dos gestores públicos, estabeleceu o vencimento ilíquido do primeiro-ministro como base, não podendo haver valores superiores, excetuando a Caixa Geral de Depósitos (CGD), Transportes Aéreos Portugueses (TAP), Empresa Portuguesa de Defesa (Empordef) e Correios, Telégrafos e Telefones (CTT).
A concorrência surge com uma das explicações para a adoção de critérios de natureza dualista. Não me parece plausível. 
Manutenção de privilégios? Falta de coragem para não ceder a pressões?
Os Portugueses têm o direito de saber a verdade. O governo tem o dever de ser transparente e justo.


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma pedrada no charco

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Quando algo está mal, há que sair do marasmo, uma pedrada no charco faz falta.
É mais fácil dizer sim do que dizer não. De um modo geral, o não corresponde a uma decisão que obedece a uma reflexão e implica uma avaliação. Medem-se os prós e os contras e a consciência dita a acção.
Não é de ânimo leve que se toma uma posição contrária à corrente. É preciso ser coerente e ter coragem.
Admiro e respeito todos aqueles que têm a força de remar contra a maré, correndo o risco de serem mal interpretados.
Quem faz análises, antes de julgar os outros, deve procurar entender as razões que os mobilizam e explicar com objetividade os comportamentos assumidos de forma consciente.
O observador, consoante o ângulo de visão, pode  ver o que mais lhe convém, o que o impede de ser imparcial. Há que ter bom senso e não fazer juízos precipitados.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Consciência pesada?




Não deixa de ser estranho que a maioria dos membros do governo, presente na Assembleia da República, para assistir à comemorações oficiais do 25 de Abril ostentasse um cravo vermelho, símbolo de Abril. A imagem pode sugerir que sentiram necessidade de mostrar publicamente que preservam os seus ideais.
Será que têm algum peso na consciência?

Os cravos voltaram!





Há muito tempo que não eram vistos tantos cravos, mas há sempre alguém que resiste.

25 de Abril, o dia que mudou Portugal

http://saidolabirinto.files.wordpress.com/2010/04/forum25abril.jpg?w=214&h=300Abril

Há 38 anos a alegria, o entusiasmo e a esperança envolveram os Portugueses.
Hoje, a incompreensão, a indignação e a revolta apoderam.se de nós.
Perante os nossos olhos desfilam políticos que menosprezam os nossos direitos e cuja insensatez lhes retira a capacidade para refletirem. Muitos deles são os chamados "filhos do 25 de Abril", mas o desconhecimento que demonstram ter da História impede-os de verem mais além. Esquecem-se que o exercício dos cargos que desempenham só é possível porque  existiu Abril.
É compreensível que, volvido este tempo, muitos pensem e sintam que os ideais do 25 de Abril estão ameaçados. Não há dúvida, que nada pode ser dado como adquirido. Impõe-se que estejamos atentos e que a nossa acção faça cumprir Abril.